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Leituras e Literaturas

Guião de Leitura sobre: O CAVALEIRO DA DINAMARCA de Sophia de Mello Breyner Andresen

 

Guião de Leitura sobre:

O CAVALEIRO DA DINAMARCA

de

Sophia de Mello Breyner Andresen

NARRATIVA PRINCIPAL:

1. Identifica o título. Quais são as informações que se podem retirar sobre esta narrativa?

2. Selecciona três temas que se possam adequar à narrativa: Ambição, Paz, Vaidade, Família, Morte e Fé. Justifica.

3. Ordena as frases que se seguem, de modo a resumir a história d´O Cavaleiro da Dinamarca:

  • Depressa chegou à pequena aldeia dos lenhadores.
  • Primeiro o Cavaleiro ficou desesperado com estas notícias, mas depois resolveu seguir viagem por terra, a cavalo, até Bruges.
  • Na noite de Natal, o Cavaleiro anunciou à família que iria em peregrinação à Terra Santa e que no próximo Natal não estaria com eles, mas voltaria a estar dali a dois anos.
  • Esta história, levada de boca em boca, correu os países do Norte. E é por isso que na noite de Natal se iluminam os pinheiros.
  • Chegou ao grande porto do mar no fim de Setembro e os navios que seguiam para a Flandres já tinham partido todos. Só daí a vários meses poderia arranjar navio para lá.
  • - Hoje é noite de trégua, noite de Natal. E ao som destas palavras os olhos recuaram e desapareceram.
  • Atravessou os Alpes, atravessou os campos, as planícies, os vales e as montanhas de França.
  • E ao lado da casa, o grande abeto escuro, estava coberto de luzes. Porque os anjos do Natal o tinham enfeitado com dezenas de pequeninas estrelas para guiar o Cavaleiro.
  • As forças do Cavaleiro cresciam de dia para dia para dia e passadas cinco semanas de descanso despediu-se dos frades e dirigiu-se para Génova.
  • Mas quando chegou à Flandres era já Inverno. O Cavaleiro dirigiu-se para a Antuérpia e aí procurou o negociante flamengo, amigo do banqueiro Averardo.
  • Na Terra Santa visitou um por um os lugares santos. Na noite de Natal, na gruta de Belém, o Cavaleiro rezou muito.
  • - Vou morrer esta noite – pensou o Cavaleiro e rezou. Então na massa escura dos arvoredos começou a crescer uma pequena claridade.
  • Os caminhos pareciam não ter fim. Caminhou durante longas semanas. Enrolava-se bem no capote que comprara em Antuérpia, mas mesmo assim o frio gelava-o até aos ossos.
  • Então, a pedido do negociante, o capitão começou a falar das suas viagens.
  • O Flamengo respondeu-lhe que não acharia tão cedo um navio que o levasse à Dinamarca.
  • O Cavaleiro demorou-se ainda dois meses na Palestina. Em fins de Fevereiro despediu-se de Jerusalém e partiu para o porto de Jafa.
  • No dia seguinte o Cavaleiro disse ao negociante que queria seguir por mar para a Dinamarca.
  • Ao fim de um mês, o Cavaleiro recusou o convite do banqueiro para se tornar seu sócio nos negócios e partiu em direcção a Génova, onde embarcaria num navio até à Flandres.
  • - Estou perdido. Eram os olhos dos lobos.
  • Em Jafa foram obrigados a esperar pelo bom tempo e só embarcaram em meados de Março.
  • E na madrugada seguinte o peregrino partiu. Era o dia 24 de Dezembro.
  • Chegaram ao porto da cidade de Ravena, na costa do Adriático, nas terras de Itália.
  • Filippo contou a história de Dante.
  • O Cavaleiro aceitou o conselho do Mercador e seguiu para Veneza.
  • Levantou-se, despediu-se dos lenhadores, montou a cavalo e seguiu o seu caminho.
  • Ao fim da tarde chegaram os amigos do banqueiro Averardo. Já no meio do jantar levantou-se uma discussão sobre a obra de Giotto. Explicaram ao Cavaleiro quem era Giotto.
  • A pouca distância de Génova, o Cavaleiro adoeceu. Os frades de um convento recolheram-no e tiveram grande trabalho para o salvar.
  • O negociante propôs-lhe sociedade. O Cavaleiro recusou, dizendo-lhe que tinha prometido à família chegar antes do Natal. Anunciou que faria a viagem por terra e que partiria no dia seguinte.
  • Certa noite, o veneziano e o dinamarquês ficaram a conversar na varanda. O Cavaleiro perguntou quem é que morava do outro lado.
  • Na Primavera, o Cavaleiro partiu e chegou muito antes do Natal à Palestina.
  • Finalmente, na antevéspera do Natal, ao fim da tarde, chegou a uma pequena povoação que ficava a poucos quilómetros da sua floresta. Aí foi recebido com grande alegria.
  • Ao cabo de um mês, o Cavaleiro recusou o convite do Mercador para se tornar seu sócio nos negócios e partiu em direcção ao Norte de Itália.
  • - É tarde, o dia já escureceu, vai nevar e de noite não poderás caminhar. – Não posso, prometi que estaria hoje em minha casa.
  • Em Abril viajou por Génova, Ferrara e Bolonha. No princípio de Maio chegou a Florença.
  • O Mercador contou a história de Vanina e de Guidobaldo.
  • Em Florença ficou em casa do banqueiro Averardo, amigo do veneziano.
  • A resposta foi sempre a mesma: “ – Nesta época do ano e com o Inverno tão rigoroso não há navio nenhum que se atreva a navegar para o norte.”

ACÇÃO:

1. Divide a acção em situação inicial, peripécias, ponto culminante e desenlace.

2. A organização das sequências faz-se por encadeamento, alternância ou encaixe? Justifica.

3. Diz qual é a acção principal e quais são as secundárias. Delimita-as.

4. Trata-se de uma narrativa aberta ou fechada?

 PERSONAGENS:

1. Caracteriza o Cavaleiro do ponto de vista psicológico.

1.1. Justifica o facto de não ser atribuído nenhum nome próprio ao Cavaleiro.

2. Identifica as restantes personagens presentes na narrativa principal. Caracteriza-as do ponto de vista psicológico.

TEMPO:

1. Faz o levantamento das referências temporais mais relevantes que existem na obra e que estão relacionadas com a viagem do Cavaleiro.

2. Diz quando acaba e quando começa a narrativa.

3. Quanto tempo durou a viagem? Justifica com uma expressão do texto.

4. Determina em que estações do ano chegou o Cavaleiro aos diferentes locais onde parou. Justifica com expressões do texto.

5. Podemos descobrir, com exactidão, em que século se desenrola a narrativa d`O Cavaleiro da Dinamarca. Podemos descobri-lo, por exemplo, através dos indícios de prosperidade, riqueza, cultura e vitalidade das cidades italianas, Ravena e Veneza, de então. De que século se está a falar?

6. Há um momento do ano que ganha uma especial importância na narrativa. Indica-o, relacionando-o com a viagem do cavaleiro.

ESPAÇO:

1. Faz o levantamento das várias referências espaciais que existem na obra e que estão relacionadas com a viagem do Cavaleiro.

2. Diz onde acaba e onde começa a narrativa.

3. Identifica no texto o local de onde o Cavaleiro era oriundo.

4. Traça num mapa o itinerário da viagem de ida e de regresso, situando os respetivos locais.

5. Diz quais são os espaços mais importantes da viagem.

6. Faz a delimitação desses espaços e sublinha-os no texto.

NARRADOR:

1. Identifica o narrador e justifica.

MODOS DE EXPRESSÃO LITERÁRIA:

1. Esta história inicia-se com uma longa descrição que nos permite conhecer as características das estações naquele país e os vários “rostos” da floresta ao longo do ano. Preenche o quadro da página seguinte com expressões retiradas do texto.

2. Delimita um momento de narração.

2.1. Identifica o tempo verbal dominante e dá dois exemplos.

3. Delimita um momento de monólogo.

4. Delimita um momento de diálogo.

PRIMEIRA NARRATIVA SECUNDÁRIA

 Vanina e Guidobaldo

1. Ordena as frases que se seguem, de modo a resumir a história de Vanina e de Guidobaldo.

  • Estes não se aproximavam, nem falavam a Vanina com medo de Jacob Orso, seu tutor.
  • Jacob Orso enviou ainda quatro navios perseguir os fugitivos, mas eles nunca mais foram encontrados.
  • Vanina recusou casar-se e foi fechada em casa pelo tutor.
  • Em face desta atitude, nessa mesma noite, Guidobaldo levou a Vanina uma escada de seda, que ela amarrou à balaustrada da varanda e pela qual desceu.
  • Até que uma noite, um jovem capitão de um navio, Guidobaldo, chegado recentemente a Veneza, viu Vanina à janela e conversou com ela.
  • À noite, no entanto, Vanina vinha à varanda pentear os seus cabelos perfumados que atraíam os rapazes de Veneza.
  • Na manhã seguinte, quando Jacob Orso descobriu que Vanina fugira, correu para o cais e soube, então, que o navio de Guidobaldo já tinha partido e que os dois se tinham casado a meio da noite.
  • Vanina, uma jovem órfã, foi prometida em casamento a Arrigo.
  • E durante um mês, todas as noites, Vanina e Guidobaldo falaram-se.
  • Então, o jovem capitão decidiu ir pedir a mão de Vanina a Jacob Orso, mas este, furioso, ordenou-lhe que abandonasse imediatamente a cidade.

2. Atribui um título à narração.

3. Indica o tema que está presente.

4. Identifica o parágrafo onde é iniciada a narração e o parágrafo onde termina.

5. Divide a acção em situação inicial, peripécias, ponto culminante e desenlace.

6. Identifica as personagens que participam na acção.

6.1. Retira informações do texto que possam caracterizá-las, quer do ponto vista físico, quer psicológico.

7. Retira do texto duas expressões relacionadas com o tempo.

8. Retira do texto duas expressões relacionadas com o espaço.

9. Classifica o narrador quanto à sua presença e justifica com uma expressão do texto.

10. Retira do texto um momento de diálogo, narração e descrição.

10.1. Identifica a figura de estilo presente na frase:

«O seu cabelo preto era azulado com a asa de um corvo»

10.2. Elabora frases comparativas em que entrem:

Primeiro Termo:                                                                      Segundo Termo:

Vanina                                                                                                               flor

navio                                                                                                                  casa

pente                                                                                                                 marfim

cabelo                                                                                                                anéis

11. Existe outra história de amor na narrativa que estás a estudar.

11.2. Identifica-a.

11.3. Qual te agradou mais? Justifica.

SEGUNDA NARRATIVA SECUNDÁRIA 

Cimabué e Giotto 

1. Ordena as frases que se seguem, de modo a resumir a história de Cimabué e Giotto.

  • Havia tanto amor, tanta verdade e tanta beleza no seu desenho que o coração de Cimabué se encheu de espanto e de alegria.
  •  - Cimabué foi o primeiro pintor da Itália. Voltava de uma viagem quando viu um grande penedo todo coberto de desenhos.
  •  - Ouve, Giotto. Deixa as tuas ovelhas e vem comigo para Florença. Farei de ti meu discípulo e serás um dia um grande pintor.
  • - E Cimabué quem é? – perguntou o Cavaleiro -.
  • Giotto tornou-se assim o pintor mais célebre daquele tempo.
  • Depois de ter caminhado quase meia hora encontrou um rebanho com o seu pastor.
  • - Giotto – respondeu Filippo – é um pintor do século passado que foi discípulo de Cimabué.
  • - Ninguém me ensinou. Aprendi sozinho.
  • Era um rapazito que aparentava uns doze anos e estava tão atento que não viu chegar Cimabué.
  • - Ouve, rapaz – disse ele – quem te ensinou a desenhar?
  • - Quem é Giotto? – perguntou o Cavaleiro –
  • O pastor ajoelhado em frente dum penedo desenhava.

2. Atribui um título à narração.

3. Identifica o parágrafo onde é iniciada a narração e o parágrafo onde termina.

4. Identifica as personagens que participam na acção e retira informações do texto que possam caracterizá-las.

5. Podemos descobrir, com exactidão, em que século se desenrola a narrativa d`O Cavaleiro da Dinamarca. Podemos descobri-lo, por exemplo, através das primeiras palavras pronunciadas por Fillippo.

5.1. Retira essas palavras do texto.

5.2. Em que século decorre a narrativa d`O Cavaleiro da Dinamarca?

6. Identifica o narrador desta narração.

7. Procede à pesquisa e recolhe de informação sobre os grandes vultos da pintura aqui mencionados: Giotto e Cimabué.

TERCEIRA NARRATIVA SECUNDÁRIA

Dante e Beatriz

1. Ordena as frases que se seguem, de modo a resumir a história de Dante e Beatriz.

  • Apareceu-lhe a sombra de Virgílio que lhe disse que vinha da parte de Beatriz para o guiar até onde ela estava.
  • O poeta voltou a Florença e encontrou a cidade em grandes lutas políticas.
  • No dia 8 de Abril, Sexta-Feira Santa, de 1300 encontrou-se perdido no meio duma floresta. Ali lhe apareceram um leopardo, um leão e uma loba.
  • Primeiro passaram pela porta do Inferno e depois atravessaram os nove círculos onde estão os condenados.
  • Giotto tornou-se assim o pintor mais célebre daquele tempo. E Dante fala dele no seu poema.
  • - Dante foi o maior poeta de Itália, um poeta que conhecia os segredos deste mundo e do outro.
  • Tempos depois o seu partido foi vencido e o poeta exilado.
  • Chegaram ao Paraíso Terrestre e Dante tornou a ver Beatriz.
  • - Quem era Dante? – perguntou o Cavaleiro -.
  • Mas nunca mais pode voltar à sua terra natal e viveu como refugiado político pelas outras cidades italianas.
  • E Filippo começou a contar.
  • Mais tarde os seus inimigos também o condenaram a ser queimado vivo. Felizmente nessa altura ele já estava longe de Florença, e assim escapou à morte e ao suplício.
  • Dante escreveu «A Divina Comédia» para ensinar os homens a detestarem o mal e a desejarem o bem.
  • Depois de lhe ter mostrado os dez círculos do Céu, Beatriz pediu-lhe para escrever um livro sobre todas as coisas que tinha visto.
  • Quando Dante tinha nove anos viu Beatriz, a criança mais bela de Florença. Dante amou-a desde essa idade.
  • Passaram depois pelo Purgatório onde viram as almas que vão a caminho do Paraíso.
  • - Diz-me essa história – pediu o cavaleiro -.
  • Beatriz disse-lhe que o mandou chamar para curá-lo dos seus erros e pecados.
  • Passados anos, Beatriz morreu. Dante começou uma vida de loucuras e de erros.

2. Atribui um título à narração.

3. Identifica o parágrafo onde é iniciada a narração e o parágrafo onde termina.

4. Identifica as personagens que participam na acção e retire informações do texto que possam caracterizá-las.

5. Identifica o narrador desta narração.

6. Procede à pesquisa e recolhe de informação sobre os grandes vultos da literatura aqui mencionados: Dante e Virgílio.

QUARTA NARRATIVA SECUNDÁRIA

Pêro Dias e o Negro

  • Os negros fugiram e refugiaram-se no arvoredo.
  • - Olhem – disse um moço -, o sangue deles é exactamente da mesma cor.
  • Depois começaram a aparecer florestas que cobriam toda a terra. Dessas florestas surgiam homens negros e nus.
  • Dois homens mortos por não poderem dialogar.
  • Seguiram para as Canárias, dobraram o cabo Bojador e o cabo Branco.
  • O desentendimento das línguas foi a causa de muitas mortes e combates.
  • Os marinheiros portugueses traziam ordem para se entenderem com eles. Mas isto era difícil.
  • Então, a pedido do negociante, o capitão começou a falar das suas viagens.
  • - Quero paz contigo – disse o brancoem berbere. Onegro sorriu.
  • O capitão resolveu mandar a terra dois batéis com homens para que tentassem estabelecer o contacto com os africanos.
  • O negro chegou perto dos panos parou e examinou a oferta. Sorriu.
  • Os dois corpos foram sepultados ali mesmo, na praia.
  • O brilho assustou o nativo.
  • Porém havia paragens onde os africanos e os portugueses já se conheciam e negociavam.
  • O Português mal ficou sozinho colocou panos que tinham trazido como presente.
  • Um dia, porém, teve desejo de ir mais longe. Resolveu alistar-se nas expedições portuguesas que navegavam para o sul. Foi a Lisboa e aí embarcou para as costas de África.
  • Pedro Dias com a espada tentou aparar o golpe, mas ambos caíram trespassados.
  • Então homens de pele sombria vieram à orla da praia negociar com os portugueses.
  • No ardor do baile Pedro Dias ergueu a sua espada, que faiscou ao sol.

2. Atribui um título à narração.

3. Identifica o parágrafo onde é iniciada a narração e o parágrafo onde termina.

4. Identifica as personagens que participam na acção e retire informações do texto que possam caracterizá-las.

5. Podemos descobrir, com exactidão, em que século se desenrola a narrativa d`O Cavaleiro da Dinamarca. Podemos descobri-lo, por exemplo, através do relato do capitão que o cavaleiro conheceu em Antuérpia em casa do negociante. As histórias do capitão transportam-nos para um determinado período da história de Portugal.

5.1. Que período é esse?

5.2. Em que século decorreu?

5.3. Que elementos te permitem localizar no espaço e no tempo as histórias narradas pelo capitão?

6. Identifica o narrador desta narração.

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